Era uma vez um belo dia qualquer. Um dia que eu fiz as mesmas coisas de todos os dias, até aquele momento. Aconteceu que eu apontei a minha mira para alguém que não devia. Me entreguei. Nunca tinha me entregue dessa forma, por completo. O meu corpo, alma e cabeça não me pertenciam mais. Alguém tinha o controle da minha vida. Ele poderia me levar para onde e como quisesse. Do céu ao inferno. Pedi para ele entregar a vida dele pra mim. Mas ele não entregou. Na rua da minha insanidade ele não saltou quando chegamos à beira do prenhasco. Ele foi covarde e me deixou pular sozinha. Eu caí sem gritar. Esmagada entre as pedras, sozinha. Ele foi embora e nem olhou para trás. Homens não costumam ter culpa. A memória deles é curta. Depois desse dia eu nunca mais fui a mesma. A unica coisa que eu tenho certeza é que isso não poderia ter acontecido. Não se deve deixar as coisas chegarem longe demais. Acreditei que era certo, verdadeiro, válido. Mas, não era. Eu sabia o que me esperava. Mesmo assim, continuei em frente. Não tenho nenhuma culpa, nenhuma dúvida, nenhum arrependimento. Estou limpa. Mas o que você é pra mim, não chega nem perto do que você quer ser para o mundo. Eu sei o que você é. Nem você mesmo sabe. E é por isso que continuei, por isso que não desisti, por isso que nao virei as costas pra você. Tudo o que eu queria era que você também soubesse. Se ao menos eu soubesse me enganar como você se engana. Mas não, eu sou de verdade. Essa vai ser minha sentença de morte. A verdade mata. Pare de mentir!
Besos
Giu.
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